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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PRIMAVERA E FLORES

O mês de setembro me fascina não só porque é o mês em que comemoro o meu nascimento, mas por que é exatamente onde ocorre a transição de estações, de inverno para primavera, as folhas que outrora caíam, sedem lugares às novas, o encanto e beleza das flores despertam novos sentimentos. Por este motivo, decidi falar neste artigo sobre flores. Amo as flores, acho que herdei isso de meu pai, homem amante das flores e dos jardins. Sei que estou correndo o risco de ser taxado como sentimental por expressar essa minha paixão por elas. Cultivar flores é coisa de mulheres, diz um dos valores de nossa cultura. Mas gostaria de encorajá-lo a contemplar as flores; não pense você que isso é algum modismo extravagante de um garoto brincalhão, foi Jesus que nos deu esta ordem em Lucas 12.27. Ele nos diz: “Observai os Lírios”. A palavra usada por Jesus no original significa “olhar com atenção”, “perceber”. Ele nos exorta a direcionarmos nosso olhar para as flores do campo. Certamente Jesus diz isso porque uma simples flor do campo tem muitas lições a nos ensinar. Nesta atual sociedade, movida por um ativismo gigantesco, Jesus nos exorta a pararmos para observar uma flor. Precisamos parar diante de uma flor porque ela expressa o poder Criador de Deus. É maravilhoso contemplar uma flor e enxergar a mão do Divino Artista fazendo-a desabrochar, ela nos fala de um Deus que cria de forma perfeita. De maneira silenciosa, as flores dão testemunho da grandeza de Deus. Precisamos parar diante de uma flor para aceitar a fragilidade da vida, porque ela expressa nossa fragilidade. Uma flor é frágil – assim como a vida é frágil. Hoje há uma flor exuberante para amanhã ela murchar extenuada. Assim é a vida do homem e da mulher, como uma flor; Moisés, no Salmo 90.5, nos diz sobre está brevidade da vida: “São como a erva que brota de manhã, que cresce e abre em flor e de tarde seca e morre.” Precisamos parar diante de uma flor para reencontrarmos a graça e o descanso. Não tem como não se emocionar ao ver uma flor desabrochar; Jesus inter-relaciona e contrapõe a beleza do lírio com a nossa ansiedade. Uma bela flor dá testemunho da suficiência e da graça de Deus e convida você a abraçar um jeito de viver em que a dependência e a suficiência de Deus sejam a marca registrada da vida cotidiana. As flores nos falam do cuidado de Deus. “Observai os lírios; eles não fiam nem tecem, Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles... Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber, e não vos entregueis a inquietações... Buscai antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas.” (Lucas 12. 27, 29, 31). Neste mês de setembro, pare um pouco para contemplar a beleza das flores, para escutar o canto dos pássaros; você será bem mais feliz se aprender com as flores a depender do Criador. Alegre-se, aí vem à primavera! Deus o abençoe em nome de Jesus.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ELA ERA SECA...


Sentado no banco do parque numa tarde de segunda-feira, desfrutando de um vento que balançava as folhas das árvores e acariciava meu rosto dando a sensação de frescor, refletia sobre minha vida e orava agradecido a Deus pelo seu cuidado e carinho, que cada vez mais, veem se evidenciado em minha curta caminhada.

Foi quando percebi sua existência, lá estava ela á beira do lago, mas era diferente das outras que a cercavam, talvez por este motivo chamo-me tanta atenção, era alta, imponente, mas seca, sem folhas, diferente das outras árvores que ficavam próximas a margem do lago; fiquei abismado. Como pode uma árvore tão próxima do lago ficar tão seca? Será que suas raízes se afogaram nas muitas águas? Como pode uma árvore morrer de sede tão perto da fonte que emana a vida?

Entristeci-me por um momento ao pensar que há muitas pessoas como essa árvore, tão perto da fonte que emana água da vida, mas estão com seus galhos secos, sem vida. Como a história narrada pelo apóstolo Marcos em seu evangelho no capítulo 5. 25-34, que nos fala de uma multidão que acompanhava Jesus, que o apertava, mas somente uma mulher o tocou com fé, sentindo emanar dEle a vida e a cura para suas mazelas.
Há muitas pessoas como essa árvore, tão perto da fonte da vida, mas secos, não desfrutam desse privilégio, como a multidão; comprimem a Jesus, mas não o tocam com coração, frequentam cultos, reuniões cristãs; até oram, mas não o fazem com fé, caminham sem vida, secos em seus relacionamentos.

Não se contente com uma vida cristã vazia, seca, sem vida. Deixe que rios de águas vivas fluam em seu interior, lhe trazendo alegria, paz; desfrute de um relacionamento íntimo com o Senhor Jesus.
“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a á água que eu lhe der se fará nele um fonte d’ água que salte para a vida eterna” (João 4. 14)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O milagre na janela.


JORGE VICENTE

Era uma manhã comum na igreja; o café estava pronto os pães estavam sobre a mesa; perto da porta do banheiro masculino uma fila se formava para o banho, pessoas marginalizadas, desprezadas pela sociedade, carentes de amor, de carinho. Um abraço aqui outro ali, vou tentando fazer com que elas se sintam amadas. Perto da mesa um empurra-empurra para pegar o pão. Na calçada as pessoas procuram passar pelo outro lado, firmam seu olhar em uma só direção, talvez porque não querem ver quem está ali, passam rápidos, tentando evitar qualquer encontro.

Estavam todos agitados falando alto, uns riam, outros esboçavam sinais de nervosismo; não vi quando ela entrou, só me dei conta de sua presença quando rastejando passou perto dos meus pés, era repugnante, desprezível, minha primeira reação foi a de tentar esmagá-la, aliás, era uma lagarta horrível. Cheguei até fazer o movimento para tentar dilacerá-la, mas neste instante lembrei que aquela horrível lagarta um dia poderia se transformar em uma linda borboleta. Fiquei então a observá-la, coitada estava condenada, ia ser pisoteada ainda que sem querer pelo pessoal que estava na fila do banho.

Com grande flash de compaixão peguei um pequeno graveto e a conduzi até ao alto de uma janela, onde estaria em segurança, fora do alcance de pés cruéis. Acredito que ela também se sentiu segura ali, pois ali mesmo começou o misterioso processo de metamorfose, ela se trancou em um casulo silencioso, retirando-se do mundo confuso e ameaçador que estava em sua volta; esperando o tempo de ressurgir como uma linda borboleta, pensei naquele momento, como deveria ser triste e dolorido este processo, mas como era compensador. Uma lagarta desprezível, que rasteja ao chão, transformando-se em uma linda borboleta que enfeita o céu com suas cores, desfrutando dos mais nobres perfumes das flores.

Meus olhos se encheram de lagrimas, Deus falará comigo, um milagre estava acontecendo naquela janela. Voltei meu olhar na direção daqueles moradores de ruas, esquecidos, desprezados, marginalizados e me alegrei com a possibilidade de que fossem transformados de lagartas à lindas borboletas. De que alçassem vôos e atingissem as alturas, livres de qualquer vício, livres de qualquer tipo de preconceito, livres do pecado. Deus pode fazer; está certeza veio forte em meu coração. Deus pode transformar o mais indigno pecador. Metamorfoses estão para acontecer.

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lucas 4.18-19)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

NÃO VALE ECONOMIZAR.


Jorge Vicente

Inicia-se o ano de 2011 carregando as incertezas do que nos espera. Neste inicio de ano choramos por promessas não cumpridas, traçamos metas, fazemos discursos, e depois de algumas taças de champanhe e doses de vinho prometemos mais uma vez coisas que não cumpriremos; há alguns que no momento de embriaguez chegam até a fazer juras de amor eterno pela sogra. Passada a euforia da virada, a dúvida assombra nossos corações, cobertos das incertezas de um ano que se inicia cujo desfecho não conhecemos.

Pasmado com as incertezas que este ano nos aguarda, confesso que ansioso em conhecer o desfecho que terá minha vida; senti a acalentadora voz de Deus falando comigo, em uma historia do Antigo Testamento registrado em Êxodo 16 onde o povo de Israel caminha pelo deserto deixando para trás o Egito onde eram escravos e trilham para o futuro; a terra prometida, mas a terra prometida naquele momento é apenas um sonho; o que há de concreto, de tangível é o Egito que ficou para trás e o deserto onde caminham em direção ao desconhecido.

Tomados pelo assombro de serem livres; um clamor nostálgico toma conta do povo: “Seria bom se tivéssemos perecido no Egito.” Coitados, eu os entendo, pois o desconhecido causa medo, espanto; é mais cômodo ficar com o que já se conhece do que avançar para o desconhecido; do que trilhar novos caminhos. Para o povo era preferível o Egito com sua escravidão, do que ás incertezas do futuro. Era preferível a gaiola ao dolorido bater das asas para manter-se no céu azul da liberdade.

Quando garoto completando a 8°serie do ensino fundamental, me afligi sabendo que iria mudar de escola, isso, se quisesse continuar a estudar, pois minha pequenina escola na área rural da cidade não disponibilizava o ensino médio, lembro-me que fiquei noites sem dormir, com medo do que me esperava; uma escola maior com pessoas desconhecidas. Como eles me receberiam? Isso me atormentava. Que tipo de maldades os garotos mais velhos da cidade iriam fazer com um garoto franzino do sítio?

Cogitei em parar de estudar, mas isto não estava nos planos de minha família e assim fui obrigado a encarar a nova escola, confesso que nos primeiros meses desejei o conforto que me proporcionava a boa e velha escola do ensino fundamental, aliás, foi lá que tinha estudado a minha vida inteira desde o pré até a oitava serie, conhecia seus corredores, suas salas. Os funcionários da escola me conheciam, e não só me conheciam como conheciam minha família, lá estudavam amigos e vizinhos, tudo lá me parecia mais cômodo, mas eu precisava crescer, tinha que avançar.

Aprendi está lição; na vida é preciso avançar; seguir enfrente não podemos viver presos ao passado, nossa alma não foi feita para ficar engaiolada, mas sim para voar. Não precisamos ter medo do futuro, apesar de muitas vezes ele nos assombrar com suas incertezas, devemos olhar para frente. Coitado do povo de Israel, tinham medo de avançar, tinham medo do novo. Tremiam diante do futuro incerto.

Algo que me surpreende nessa historia é provisão mandada por Deus neste período em que o povo passou no deserto; pão que cai dos céus durante a noite, revelando o cuidado do criador. Cada pessoa deveria colher somente o suficiente para suas necessidades diárias, não deveria sobejar, mas houve dentre o povo, pessoas que não compreenderam bem a ordem divina e decidiram economizá-lo para o outro dia, talvez com medo de faltar ou preguiça de se aventurar ao campo para colher... Mas quando foram comer no outro dia o maná guardado; viram que ele estava apodrecido e cheio de bichos.

Meditei no que isso queria dizer e dentre tantas coisas pensei, que a vida não deve ser economizada para amanhã; quem assim o faz “fica com ela apodrecida em suas mãos.” (Rubem Alves) Devemos viver o presente, certos do cuidado de Deus, foi Jesus quem disse: “Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber...” Quantas vezes deixamos de viver o presente pensando no futuro!? O desejo de Deus é de que você se liberte de todo medo de viver, e aproveite cada segundo que Ele lhe dá de vida.

Neste ano que se inicia não se atemorize diante das incertezas que o aguardam, mas avance, sem temer; não economize sua vida para amanhã, viva o hoje, abrace; cante; compartilhe sorrisos; escute mais e fale menos; cante varias canções de amor; apaixone-se; brinque; desfrute da companhia de amigos; estenda a mão para alguém, ainda que seja um desconhecido; demonstre amor; seja mais parecido com Cristo. Encare o futuro na esplendorosa certeza de que Deus é o seu refúgio e fortaleza, e nada pode te abalar. Enfim Celebre a vida...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Confiando e louvando por toda a minha vida.


Salmo 146

Introdução:

O salmo 146 é o primeiro salmo de aleluia (146-150), ou seja, ele começa e termina com aleluia, tal salmo nos exorta a depositarmos nossa confiança em Deus. É um convite a louvarmos a Deus por sua fidelidade.
O salmo nos ensina duas lições:

Primeira lição: Você deve ter a disposição de louvar a Deus por toda sua vida.
1- Aleluia! Louva, ó minha alma, ao Senhor.
2- Louvarei ao Senhor durante toda a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu viver.


O cântico de salmos, digo cântico porque temos que ter em mente que este Salmo era um cântico para ser entoado por todos os Judeus, com o objetivo de que a mensagem de Deus ficasse gravada em seus corações. O salmo revela a disposição que devemos ter para louvar o Senhor, confundimos muitas vezes louvar, com cantar. Costumo dizer que cantar até o Roberto Carlos canta, mas louvar a Deus é privilegio dos Salvos por Cristo Jesus. Louvar é muito mais do simplesmente cantar.
O salmista é enfático ao dizer “louvarei ao Senhor durante toda a minha vida”, essa bela expressão revela como deve ser a nossa atitude de louvor. Temos de estar dispostos a louvar a Deus enquanto vivermos, entenda bem, louvar á Deus não é somente na igreja, ou por dez minutos na hora dos cultos, louvar é uma ação que tem de ser feita por toda vida e com a vida.
Segundo Westh Ney Rodrigues Luz: “louvar é tudo que você faz. É o resultado da constatação, do reconhecimento dos atributos de Deus – digno, único, onipotente, onipresente, onisciente, triúno, verdadeiro, justo, benigno, misericordioso.” Louvar é mais do que cantar, louvor é nossa adoração em ação. São atitudes que glorifiquem a Deus, por isso volto a repetir: louvar com a vida. Nossa vida, nossa maneira de ser. Nossa maneira de proceder neste mundo tem soar aos ouvidos de Deus como uma linda melodia a tocar. Sua vida tem sido um cântico de louvor a Deus? A maneira que você caminha nesta sociedade tem soado como uma bela melodia aos ouvidos de Deus?
Como sua vida tem soado aos ouvidos de Deus?

Lembre-se você deve ter a disposição de louvar a Deus por toda sua vida.
Ter disposição para louvar a Deus por toda a vida é ter um coração agradecido ao Senhor.
Ter disposição para louvar a Deus por toda a vida é louvar a Deus quando tudo parece perdido, louvar a Deus mesmo quando os problemas afligirem a tua alma. Louvar a Deus por toda a vida é conseguir dizer como o Profeta Habacuque: Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação. (Hb 3.17-18)
O Apóstolo Paulo junto com Silas em atos 16, após serem açoitados e estando encarcerado em uma prisão, rompem em louvores a Deus. Mostrado toda a sua disposição de louvar a Deus por toda a sua vida.
Tenha também você à disposição de louvar a Deus enquanto viver.

Segunda lição: Você deve depositar sua confiança em Deus.
3- Não confies em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação.
4- Sai-lhes o espírito, e eles tornaram ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.


O texto agora nos exorta a não confiarmos em seres humanos, por mais poderosos que eles sejam. É muito comum cairmos neste erro; colocamos muitas vezes a nossa confiança em pessoas, em coisas, em cargos, em utopias, no dinheiro e até mesmo em nossa própria capacidade, mas, no entanto tal atitude trás infelicidade, pois todas estas coisas são falíveis, elas se desgastam. Em Lucas 12. 13-21, Jesus conta-nos a parábola de um homem rico que produziu em abundância, tal homem quer aumentar seus celeiros para que sua alma se folgue. É claro no texto que a confiança daquele homem estava posta naquilo que ele possuía, naquilo que ele havia adquirido, mas Deus disse: Louco, está noite pediram a tua alma; e o que tens preparado para quem será?
Quantas vezes agimos como este homem, ou seja, agimos como loucos, pois depositamos nossa confiança em pessoas. Veja o que diz Jeremias: Enganoso {é} o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? (Jr 17.9.) O coração do homem é enganoso, por este motivo não devemos depositar a nossa confiança em homens porque seremos decepcionados.
Nossa confiança não deve estar em pastores e lideres, mas sim em Deus. É em Deus que devemos depositar nossa confiança.

Essa confiança não é cega, sem nexo devemos confiar em Deus pelo que ele é.
5- Bem- aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxilio, cuja esperança está no Senhor, seu Deus,
6- que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade.


Vemos nestes versos o contraste que o Salmista faz dizendo que é mais do que feliz o homem que deposita sua esperança no Senhor.
Quando colocamos nossa confiança em Deus, podemos nos tranquilizar, pois diferente do homem que tem o coração enganoso, Deus mantêm para sempre a sua fidelidade, ou seja, ele é fiel. Deus não mente, o que ele promete ele cumpre, veja o que diz Paulo em 2 a Timóteo 2.13: “se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.”
Podemos confiar em Deus por que ele é Fiel.

Devemos confiar em Deus pelo que ele faz.
7- que faz Justiça aos oprimidos e dá pão aos que tem fome. O Senhor liberta os encarcerados.
8- O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos.
9- O Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva, porem transtorna o caminho dos ímpios.


Vemos que o Salmista continua discorrendo, mostrando, os atos de Deus; a ajuda de Deus aos necessitados.
Deus não é desinteressado em seus problemas, pelo contrario, ele está extremamente interessado em suas necessidades. Deus está atuando em seu favor.
Devemos depositar nossa confiança em Deus.


Conclusão:

Como vemos, este Salmo é de valor imensurável.
Que você venha aplicar em sua vida as duas lições com ele aprendidas, sendo a primeira: ter a disposição de louvar a Deus por toda sua vida. E a segunda: depositar sua confiança em Deus.
E lembre-se: 10- O Senhor reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração.
Aleluia.

Cristo é o nosso Senhor e rei. Por isso o louvemos e confiemos na força de seu poder.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Quando o arco se quebra



Oseías 1.5 “Naquele dia, quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel.”

Uma grande maioria da população brasileira ficou surpreendida quando a mídia anunciou o interesse do nosso país em comprar aviões de caça da França, muitas pessoas criticaram a atitude do nosso presidente, mas certo é que o poder bélico é muito importante para uma nação, todas as grandes potencias se mantiveram no auge do poder por causa de seu poder bélico, foi assim com o Egito, com a Babilônia, com a Grécia e com os Romanos. Todos possuíam um forte armamento e por isso mantiveram sua supremacia por muito tempo. Uma nação sem o poder bélico perde a capacidade de conquista e fica completamente indefesa contra possíveis ataques.
Na palavra de Deus vemos que Ele profere uma sentença a Israel por intermédio do profeta Oseías dizendo: “Naquele dia, quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel” em outras palavras tirarei seu poder bélico. No contexto que envolve o livro de Oseías, entendemos o que levou Deus a tomar essa atitude de repreensão, Israel havia se desviado da vontade do Senhor, dentro de suas tendas havia prostituição, eles haviam deixado de confiar no Deus que abriu o mar vermelho, e se voltaram para a idolatria; haviam deixado de adorar o Deus vivo para adorar deuses vazios, sem vida. Israel deixou de confiar em Deus para confiar em sua própria força.
Oseías se fez entender quando disse que o arco seria quebrado e logo no vale de Jezreel onde o arco de Israel havia mostrado seu poder, onde o arco de Israel havia proferido diversos julgamentos; neste vale onde as pessoas eram julgadas e mortas Deus quebraria o arco de Israel.
O arco simbolizava o poder bélico de Israel, a peça mais importante, pois uma nação naquela época sem a capacidade de se defender era arrasada por seus adversários. Deus quebraria o arco para que Israel se voltasse para Ele novamente.
Quando o arco se quebra se esvai as expectativas de vitória.
Em um mundo onde o mais forte tem a preeminência, a ausência bélica faz com que a nação fique sem condições de atacar, faz com que a nação fique sem condições de obter vitórias.
Quando o arco se quebra a fragilidade é revelada.
Diante de um contexto de superioridade bélica, a sua ausência revela-se a incapacidade de defesa, sua ausência revela a fragilidade de uma nação, que fica a mercê de seus adversários. O arco seria quebrado porque Israel parou de depositar sua confiança em Deus.
O que é o arco em sua vida? Quando algo de valor se esvai de nossas vidas, quando algo que nos dá segurança se quebra, quando algo que nos apoiamos deixa de existir, ficamos de pés e mãos amarradas. Aquilo que é de valor inestimável, a peça imprescindível, varia de uma pessoa para outra, de uma circunstância para outra; pode ser uma espada, uma espingarda, um lança bombas, um F16, como também pode ser os óculos, um veículo, um celular, um computador, uma casa, um amigo ou um emprego. Muitas vezes fazemos nossa segurança girar em torno de coisas quebráveis e quando essas coisas se desgastam ficamos profundamente abalados; colocamos nossa confiança naquilo que é ordinário, comum, no que está no nosso domínio.
Lembra-se que em Marcos 4.35-41 os discípulos estão com Jesus atravessando o mar da Galiléia, e são surpreendidos por uma tempestade que lhes tira a calma; Os discípulos em sua maioria eram pescadores, ou seja, bravos homens do mar, estavam habituados a navegarem pelas as águas do mar da Galiléia, aquele mar lhes era ordinário, mas por causa da tempestade aquele mar fica obscuro, o que lhes era familiar torno-se uma ameaça. O arco foi quebrado já não havia possibilidade de defesa, ou de ataque, os seus esforços não eram suficientes para escaparem daquela situação.
Quando o arco se quebra em nossas vidas ficamos como estes discípulos, apavorados, quando uma doença entra no nosso lar, ou acidente trágico, ou divórcio tira a nossa estabilidade.
Talvez o arco esteja quebrado em sua vida, seu lugar de apoio já não existe mais e sua situação, parece não ter mais saída. Saiba que o arco muitas vezes é quebrado para que voltemos nossa confiança em Deus. Os discípulos sentiram isso, naquele momento de aflição de angustia, eles se voltaram para Jesus e o milagre aconteceu, a tempestade se acalmou e eles chegaram a seus destinos com segurança.
Está na hora de você depositar sua confiança em Deus ao invés de confiar em coisas quebráveis, está na hora de você firma sua confiança em Deus, pois quando o arco se quebra só nos resta nos entregarmos nas mãos Dele e deixar que lute as nossas batalhas; veja o que Deus diz para Judá pela boca do profeta Oséias: “Porém da casa de Judá me compadecerei e os salvarei pelo SENHOR, seu Deus, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros.” (Oséias 1.7).
Chega de confiar em coisas quebráveis, deposite sua confiança em Deus e deixe que ele lute as sua batalhas.
Que a sua oração seja como a do salmista: Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus. ( Salmo 20.7)

sábado, 15 de maio de 2010

Nas mãos do Divino Artista (Jeremias 18. 1- 12)


Introdução:

O sermão de hoje é uma resposta de Deus alguns questionamentos que fiz.
A doutora e filósofa Chauí, diz que a filosofia começa com questionamento, e o tal está inserido no âmago do ser humano. A indagação “o por quê?”, já foi usada por todos. Como cristãos muitas vezes questionamos os acontecimentos que vêm sobre nossas vidas, nos últimos dias ficamos tão alienados com a sociedade pós – moderna que incorporamos a vivencia do bem - estar. Queremos sempre nos sentir bem, queremos ser feliz, numa felicidade imposta pela mídia; como pós-modernos buscamos a satisfação. Mas quando as coisas não vão indo bem questionamos: O por quê?
E o engraçado é que nos achamos no direito de ter as coisas, por que somos cristãos. Por que das dificuldades? Questionamos. “Mas Senhor?” porque está situação está me atingindo?
Deus fala para Jeremias no verso 6 “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? -diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim {sois} vós na minha mão, ó casa de Israel.”
Deus mostra para Jeremias que Ele tinha um propósito para Judá, apesar da rebeldia do povo ele iria reconstruir Israel, mas o cativeiro seria parte dos processos de reconstrução de Judá.
O texto que lemos de Jeremias apesar da teologia relacional ou teísmo aberto como também é conhecido, usar o texto para defender a posição de que Deus não está no controle do amanhã, o que é uma demonstração limitada da compreensão das Escrituras, pois os textos ao contrário do eles afirmam, mostra um divino artista trabalhando em sua criação, modelando, dando forma de maneira emocionante a sua obra de arte, e usando até o aparente fracasso para aperfeiçoar sua arte.
Somos obras arte nas mãos do divino artista.
A partir do momento que entregamos nossas vidas aos cuidados de Deus, estamos nos entregando, nas mãos deste divino artista que usa até as situações adversas para nos modelar.
Quero compartilhar quatro verdades sobre o divino artista.


Primeira verdade: O divino Artista dedica-se à sua obra (3, e eis que ele estava fazendo)

Como já mencionado quando você entrega sua vida ao Senhor, você se torna obra de arte nas mãos do divino artista. Está é uma verdade expressa no texto. O divino Artista dedica-se à sua obra. No verso três lemos: “e eis que ele estava fazendo” a palavra fazendo pode ser traduzida por trabalhando ou entregue. Particularmente gosto da tradução “entregue à sua obra”. Pois traduz bem a vida de um artista.
Ariano Suassuna, dramaturgo brasileiro, com livros traduzidos em diversas línguas contou em entrevista ao jornal do Brasil, como se dava seu processo de criação: “ Muito lento, escrevo e reescrevo várias vezes. Normalmente escrevo uma ou duas versões à mão, depois copio à maquina, corrijo, depois copio a mão de novo; às vezes desmancho e recomeço.
Isto é estar entregue. É estar trabalhando no melhoramento da obra de arte. O texto de Isaias 64.4 diz: “Desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Is 64:4).
Esta atitude é de entrega de Deus; no evangelho de João capitulo 3.16, vemos que Deus entregou seu filho, o amor de Deus se entrega, ele se dedica.
Às vezes você acha que Deus não está vendo o que você tem passado aquilo que você tem enfrentado, mas o divino artista está trabalhando, como diz o texto de Isaias:
“Desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Is 64:4).
Deus está trabalhando para aqueles que nele esperam.

O Evangelho de João 5.17, Jesus diz “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho {também.}”
Vemos que o artista dedica-se à sua obra.
Não se preocupe Deus está trabalhando...